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segunda-feira, 5 de abril de 2010

A la carte

Sentimos muito
Mas hoje
Sentir está fora do cardápio
Ao invés disso
Não gostarias de levar um ressentimento?
Ou talvez um pressentimento
De que as coisas estão indo para o buraco?
Se quiser a especialidade da casa
Podemos providenciar
É um coração de porco
Envolto em ganância
E salpicado com rodelas de nada
Caríssimas
(Sinto dizer, mas estou sem dinheiro.)


segunda-feira, 15 de março de 2010

Onde estão as palavras?

Será possível? As palavras sumiram!
Estão deixando que homens morram
Estão calando os homens vivos
Estão fazendo nosso mundo acabar
Onde foram parar as palavras?
Estão trancadas nos livros
Que nunca são abertos.
É preciso libertá-las...antes que...
antes que...
(sem palavras)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sem teto!

Despejada na rua
Sem teto pra morar
A realidade crua
E o sonho requentado
Numa lua prateada

Que esta noite seja sua
Dormindo na calçada
Pra não acordar nua
Joga malabares
E atua pra ser feliz

Sem teto
Não era pra sua voz
chegar em Deus
mais depressa?


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Menino Menor

Inóspita luxúria
Saciada lentamente
Em pranto sombrio
No quarto ao lado

Pobre criança
Inerente a vida
Calada
Avassalada

Medo infantil
Mundano e mudo
De ser devorado
Pelo homem listrado

Antes que tire
Conclusões; alusões
Não tire
Sua roupa.


domingo, 7 de fevereiro de 2010

Estresse

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!
Que tempo puto
Passando desse jeito
Sem me olhar
Que raiva que me dá
Enquanto o medo
Não me dá escolha
Senão me esconder
Debaixo de arbustos
Arbustos putos
Cheios de buracos
Essa vida de pobre
sem ter onde morar
essa vida de medo
sem ter onde se esconder
essa vida de angústias
sem ter ombro pra chorar
na dúvida o melhor é gritar
pra afastar a tristeza
a boca da bebida
o tempo escasso
o cansaço da alma
e do corpo podre
de tanta raiva
de tanta angústia
de tanto medo
ainda prefiro gritar
quem sabe o tempo pára de passar
sem me cumprimentar
Ao menos!
Menos trabalho
E mais:
Mais vida.


sábado, 2 de janeiro de 2010

Hospício

Loucos
Solitários
Na solitária
Clamam
Ninguém
...
Alguém?
Não.
Sim.
Loucos!
Calados
Não façam poemas
Não façam piadas
Não façam nada
Apenas andem
Normais
Trabalhem
Escrevam
Sorriam
Comprem
Quietos!
Não pensem!
Disse pra pensarem?
Não.
Mais modos
Mais modelos
Disso que precisamos
Do lado
De fora
(O que tem aí dentro
Não interessa)


sábado, 7 de novembro de 2009

Matemática administrativa

Vergonha como base de governo
Governo elevado por mentiras
Conjunto solução:
Tolerância igual a zero com as mentiras
Tolerância igual a zero com os políticos
(Já passou o tempo de sermos um conjunto vazio.)

Para os exércitos no Iraque: voltem.

Parabéns ó bravos guerreiros
Munidos de mal e compreensão ausente
Vosso exército soa tão onipotente
Que perde apenas para seu orgulho próprio

Intolerantes com as diferenças
Indiferentes com as raças e crenças
Cegos de causas e ações
Munidos de maléficas reações

Ouviram a trombeta guerreiros?
Não podem, estão mortos neste chão
Chão cheio de sangue
Chão cheio de óleo

Voltem antes que seja tarde.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A ultima primeira vez

Nem menina, há tão pouco mulher
apenas uma jovem abandonada
que ensagüentada, descobriu o que quer:
Ser amada como menina
e não ser usada como mulher.