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domingo, 11 de abril de 2010

Os mesmos erros de ontem

Hoje sinto tristeza
Lendo a carta de outrora
Que dizia que o amor eterno
Era eterno a qualquer hora

Erros que se repetem
Num ciclo de um circo bizarro
De homens e mulheres quebrados
De coisas num círculo de barro

Os mesmos erros de ontem
Serão os mesmos erros de amanhã
Dessa vez apenas prometo
Que não vou acertar

Pelo menos, quando o erro irromper
Eu irei lembrar que
Por algum propósito cruel
Eu errei, mas foi de propósito...

segunda-feira, 8 de março de 2010

Foto de uma fotógrafa;

Menina grossa de lentes! Como se acha!?
Pior! Não se acha! É só chata achatada!
Irritante e metida a artista!
(A primeira foto é sempre ruim.)

Cheia de manias, o futuro uma foto em branco
Fugindo a todo momento,
E ainda insiste em querer registrar momentos!
(Até que nessa aqui eu consigo ver alguma coisa)

Não aguento, não aguento, ficar no lamento
se não disser, que sem você
O mundo seria sépia, com tons cinzas.
(Não canso de olhar pra essa aqui)

Não basta apenas ser certo;
As vezes é preciso ter coragem pra aceitar
Que a beleza de tudo está em ser erroneamente sincero;
E (pra ser sincero) como eu te quero....
(Essa foto pra sempre guardarei...)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Eu Zoo

Anda feito garça
Tem cara de rato
Orelha de elefante
Cabelo de macaco
E tamanho de avestruz
(Nem ligo, sempre gostei de zoológico);


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ah mar!

Ah Mar!, se não há amor
O que faço com o amar?
Se nadar posso fazer
Prefiro parar de nadar
Com o braço
Do seu abraço
Prefiro afogar
Nesse amar tão grande

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Saudade

Saudade de uma noite
Saudade da cidade
Saudade de um dia
Saudade da saudade

Saudade vem depressa
Saudade vai embora
Saudade mora longe
Saudade veio agora

Saudade bateu em casa
Saudade bateu no coração
Saudade de um você
Saudade de uma paixão

Saudade da idade
Do tempo que não volta mais
Das horas que deixamos
E que não voltam atrás


sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Chuva

Sabe aqueles dias em que a gente senta na calçada
E fica olhando os carros cortarem a madrugada
Debaixo de uma chuva brutal
Esperando não se sabe o que, não se sabe quem?

Daí a gente sente o cheiro da chuva, das flores
Que lembra caramelo, que lembra doce, que lembra o amor
E sente fome de amar, e sente sede de beijar
E conta os minutos, e conta os segundos, e conta os carros

Hoje é exatamente um triste dia desses
Onde nada é exato, e tudo é triste
E a saudade insiste em jogar mais chuva
Pra esconder as lágrimas bobas que escorrem do rosto

Os pneus cantam, (e são péssimos cantores)
As flores murcham de alagadas
Tristes com a sua partida repentina
Elas precisam de você...

Talvez a estrada (da vida) me leve até você...
Talvez as nuvens parem de chorar...
Talvez os carros capotem...
Talvez eu saia de casa hoje mesmo e atravesse a noite, só pra te encontrar...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ligando

Ligando dois dias
Temos uma noite
Ligando dois pontos
Temos uma reta
Ligando duas vidas
Temos um casamento
Ligando duas vezes
Temos uma paixão
E uma conta de telefone enorme

Posso ser e não ser

Posso não ser o "home"
Posso não ter o abdome
Mas vou velar seu sono
Enquanto você dorme

Posso não gostar de igreja
E tomar uma ou outra breja
Mas quando estiveres triste
Te comprarei um caminhão de cereja

Posso ser tudo que você quiser
Caminhar até a praça da Sé
Basta me aceitar como homi
Pra eu te fazer minha princesa*

*usei princesa ao invés de muié pra num perder o clima romântico. Propositalmente, a rimalidade foi comprometida para indicar que o "poeta" em questão é um asno.

Isto não é um poema...

Não consigo mais expressar meu amor com poemas...
Versos são muito curtos e restritos
para expressar nosso amor, que vem de uma prosa
De várias prosas, em vários lugares.
Poemas seguem leis, e nosso amor é criminoso
Parnasiano é um tipo de queijo
E os versos decassílabos são muito curtos
Seu nome inteiro já não cabe em um versinho desses
Nosso amor não tem rimas, não tem
Amor e dor
Paixão e solidão
Somos mais versos livres, livres, com um número absurdamente grande de sílabas
E somos apenas
Apenas
Dois...
Amor e paixão.
Somos mais que o infinito
Pensamentos que se únem
Palavras que se montam
Somos o que nunca conseguiram formar em um poema.
Amor e paixão.
Eu e você.

Temporal Contemporâneo

Com o passar do tempo
Passado
Tão rápido...
Distante!
Em pouco tempo
Não tinha mais do que antes
Momentos
Recheados
Com os tons de vida
Que preenchem nossos dias
Cotidianos,
Adiados,
Odiados,
Monótonos...
Nossa alma
Negra,
Branca,
Nosso sangue
Vermelho,
Azul,
O tempo continua passando
Para todos
Horas queremos que ele passe
Hora sim
Hora não
Nunca...
Assim como agora.
Pára hora...
Quero ficar aqui
Quero voltar atrás
Nos momentos que passamos
Há poucos momentos
Em poucos
Momentos.
Que por sua vez são dias
Noites
Madrugadas
Tardios entardeceres de ternura...
Meses e anos
Andamos
Em busca do tempo
Perdido
Parado
Mesmo que tenha fugido
É difícil encontra-lo
Nessa verborragia
Perdida em tantos papeis por ai.
Quem dera poder aprisionar o tempo
Assim como as palavras e os sentimentos.

A menina na sala de Engenharia...

Eu deixo a aula correr
Com passos de tartaruga (0,01m/s)
As horas ficam girando
Ao passo descompassado de um compasso
E quando chega no fim, olho na sua direção
E como sempre
Você inverte meu sentido
Me deixa preso de um módulo único
Que só você consegue me deixar
Mas nada acontece
Pego minha mochila
E vou pro ônibus